Como eu disse, uma das minhas
grandes paixões é a leitura. Sou adepta a qualquer tipo de livro; claro que uns
chamam mais a minha atenção que outros, mas, no geral, leio qualquer coisa que
caia em minhas mãos. Assim, tenho certeza que um assunto bastante recorrente
aqui será os livros. Logo ali embaixo, no cantinho direito da tela, coloquei um
gadget sobre a minha leitura atual (vou tentar falar um pouco dos livros a medida que for lendo cada um, ok?). Vocês verão que ele será alterado
rapidamente. Meu marido costuma dizer que eu leio os livros pulando páginas,
tamanha a velocidade da minha leitura – principalmente se for um livro que
prenda a minha atenção. Mas não é assim; simplesmente me concentro e dou asas à
minha imaginação. E me dedico. Não deveria ser assim com tudo aquilo que
gostamos de fazer?
Mas o que fez com que esse livro atingisse o
sucesso tão rapidamente? Sabemos que a crítica literária achincalhou (gastei
meu latim agora!) os livros, chamando-os de chatos, repetitivos, enfadonhos,
que, inclusive, retratam as mulheres como bobas, inseguras e submissas, pondo em risco os
avanços feministas de tantos anos de luta. Na verdade, a literatura nem
considera o livro como um pornô real, dizendo que existem outros tipos de
literatura por aí que deixariam essa trilogia de chinelos e roupão.
Se a minha humilde opinião conta
pra alguma coisa, o sucesso dos livros em nada tem a ver com as cenas
calientes. É claro que ler
toda a trilogia poderá (e irá!) fazer maravilhas pelo seu relacionamento –
aliás, esse foi o meu mais forte argumento quando fiz propagando do livro para
as minhas amigas. Agora, acontece que os três livros possuem uma média de 500
páginas cada. Em cada um dos livros, algo em torno de 150 narra as relações
sexuais do casal protagonista. Poxa, gente, podemos mesmo generalizar e dizer
dos livros considerando apenas 15% de seu conteúdo?
Eu acho que o que cativou mesmo
as mulheres foi a história de duas pessoas que fazem de tudo para um
relacionamento dar certo. Que superam seus medos, monstros interiores, traumas
psicológicos, dor física, que abrem mão de suas vontades só para ver a coisa
toda funcionar. Para fazer o outro feliz. E de quebra, quando tem um tempinho
livre, adoram se divertir na cama, ultrapassar limites, sentir prazer. Confesso
que no segundo e terceiro livros, eu ficava mais ansiosa por saber da história
dos dois, de como as coisas iriam acontecer, do casamento, dos filhos, da
resolução do suspense, do que pela chegada de mais uma descrição pormenorizada de
sexo. Não serei hipócrita de dizer que tais descrições não contribuem
para que o livro tenha sido tãããããão cativante – eu também adorava essas partes – mas ver os dois lutando com unhas e
dentes para que o amor vencesse, tentado alinhar paixões e limites, me era mais
interessante. Gosto de livros assim, como vocês irão perceber. Novelinhas
românticas bem estilo água com açúcar mesmo, como diz meu irmão.
Não irei entrar no mérito do
sadomasoquismo. Acho, realmente, que entre quatro paredes e dois consentimentos
(ou mais, quem sabe?), vale tudo aquilo que der prazer e deixe a pessoa feliz. Não
achei as cenas de sexo nada escandalizadoras, pesadas ou sujas. São excitantes.
Verdade é que sou fã do “sexo baunilha”
(de vez em quando, a gente pode até colocar umas raspas de limão) e que esse
lance apimentado de chicotes e dominação não me apetecem. Mas, cada qual com
seu igual, né não?
Agora, vamos ser sinceras, né?
Literatura à parte, mal posso esperar para ver nas telonas a adaptação da
trilogia. Esse Christian Grey que arrumaram é um deus grego! Gzuis!

E vocês? Já leram a trilogia? Que estão achando?
Beijo.
Simplesmente perfeito!! :)
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